Mostrando postagens com marcador comunidade LGBT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comunidade LGBT. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de setembro de 2012

[Notícia] Atividades do Movimento Espiritualidade Inclusiva no Piauí


Por Espiritualidade Inclusiva


O jornalista e coordenador do Movimento Espiritualidade Inclusiva (MEI), Paulo Stekel (Canoas – RS), apresentou a palestra “Saúde Espiritual da Pessoa LGBT através da Inclusão”, como parte das atividades da 8ª Semana do Orgulho de Ser, promovida pelo Grupo Matizes*, em Teresina - Piauí. A atividade ocorreu em 28/08, às 20h, no auditório da Faculdade Santo Agostinho.

A presença do Movimento Espiritualidade Inclusiva em Teresina, através de seu coordenador geral, foi um convite do Grupo Matizes, entidade reconhecidamente importante no trabalho de conscientização, promoção da dignidade e na luta pelos direitos LGBT no Piauí. É um grupo que não se deixa influenciar por forças políticas e mantém sua independência e neutralidade com muita veemência, algo que o Movimento Espiritualidade Inclusiva também tem como princípio.

O público que compareceu à palestra de Stekel foi muito participativo. O tema apresentado é uma novidade no Brasil, e foi apresentado pela primeira vez, sendo Teresina a cidade agraciada. A noção de Saúde Espiritual é bastante recente, e quando aplicada à Saúde Espiritual da comunidade LGBT, é mais recente ainda. O Movimento Espiritualidade Inclusiva tem por objetivo introduzir este tema com mais aprofundamento em nosso país. Confira aqui o arquivo com as principais ideias apresentadas na palestra.

Na abertura da palestra, Stekel cantou o seu single "Iguais", uma música com temática LGBT. Assista o clipe abaixo:



No dia 29/08, Stekel participou da Carreata da Diversidade pelas ruas do centro de Teresina. A carreata encerrou junto ao local onde depois se realizou o Show Boca da Noite “O mar de Teresina fica no céu da boca das meninas”, no Espaço Osório Jr. O show foi uma homenagem aos 160 anos de Teresina, no Dia da Visibilidade Lésbica.

Deixamos nossos agradecimentos ao Grupo Matizes, em especial a Herbert Medeiros e Marinalva Santana, que foram ótimos anfitriões.

Confira algumas fotos das atividades em Teresina:



























* O Grupo Matizes é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão principal é a defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Foi fundado em 18 de maio de 2002 e tem sua sede em Teresina, Piauí.

domingo, 29 de julho de 2012

Respostas dos candidatos às Dez Perguntas do Movimento Espiritualidade Inclusiva sobre Direitos LGBT


Por Espiritualidade Inclusiva



[Postagem constantemente atualizada conforme recebimento das respostas]

Já estamos enviando a cartilha criada pelo Movimento Espiritualidade Inclusiva para apoiadores e candidatos a Prefeito e Vereador no Brasil inteiro. Esta cartilha contém DEZ perguntas aos candidatos sobre seu comprometimento – ou não – com as demandas da comunidade LGBT brasileira. Confira o texto completo em http://espiritualidadeinclusiva.blogspot.com.br/2012/07/movimento-espiritualidade-inclusiva-nas.html

À medida que as respostas nos forem sendo enviadas, postaremos aqui, dividindo os candidatos por Estado e Cidade.

Confiram o que já chegou (as respostas dos candidatos estão sendo publicadas EXATAMENTE como recebidas, sem qualquer correção ortográfica ou de formatação):


ES

Toninho Lopes (candidato a Vereador – PSB 40123)

1 – Quais são suas propostas específicas para a inclusão: da mulher, do negro, do idoso, dos portadores de necessidades especiais, das minorias sexuais, do laicismo, da liberdade religiosa e pelo fim da discriminação social? R. O vereador tem um importante papel que é o de de fiscalizar o poder executivo. Pretendo ser vigilante na aplicação das leis existentes para a proteção dos direitos de grupos vulneráveis (negros, mulheres, pessoas com deficiencia,juventude, idosos, etc..). Por exemplo: Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso, Estatuto da Igualdade Racial e Lei Maria da Penha. Mas também vou propor leis na esfera municipal que protejam os direitos desses grupos sociais. Um exemplo é a inclusão do dia de combate a homofobia no calendário municipal.

2 – Você estaria disposto em sua plataforma a defender a diversidade familiar como perfeitamente viável, considerando a orientação LGBT e a família homo-parental (além de um pai e uma mãe, também a possibilidade de dois pais ou duas mães), considerando a decisão favorável do STF sobre a união estável homo-afetiva? R. Sim. Não poderia ser diferente. Até por que fui um dos beneficiados dessa decisão do STF. Vivo em união estável há 13 anos. Luto para que um dia tenhamos regulamentado no Brasil o casamento civil igualitário.

3 – Após eleito, você estaria disposto a criar (se candidato a Prefeito) ou propor a criação (se candidato a Vereador) de uma Coordenadoria de Diversidade Sexual eficaz que realmente atenda às demandas LGBT em nossa cidade? R. Em Vitória já dispomos de uma coordenação. Vou lutar para fomentar mais ações.

4 – Você é defensor declarado do Estado Laico ou acha que a religião tem o direito de interferir nas decisões legislativas de toda a nação, considerando que ela é formada por pessoas de múltiplas crenças e mesmo de nenhuma? R. Sim, defendo veementemente o estado laico.

5 – Uma vez eleito, você se compromete a defender os Direitos dos LGBTs já conquistados (em conformidade com o Artigo VII da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Artigo 3º inciso IV da Constituição da República Federativa do Brasil que tangem a igualdade, o direito e a proteção contra qualquer discriminação)? R. Sim, sou educador, trabalho pela inclusão da educação em direitos humanos em todos os níveis de ensino, em conformidade com o Plano Nacional de Educação de Direitos Humanos. Vou trabalhar para que as diretrizes para a educação em direitos humanos, recentemente homologadas pelo Ministro da Educação, sejam efetivamente postas em prática na capital do Espírito Santo.

6 – Se eleito, você se dispõe a desenvolver projetos visando ampliar os Direitos dos LGBTs em nossa cidade, levando à votação de leis municipais pró-LGBT, dentro do possível? R. Sim , dentro das funções de um vereador, direitos de LGBT serão pautados em todo o mandato.

7 – Você concorda com a aprovação da uma lei anti-homofobia em nível nacional? R. Sim, concordo plenamente.

8 – Você estaria disposto a se comprometer em desenvolver um projeto de lei municipal no mesmo sentido – uma lei anti-homofobia municipal? R. Sim, comprometo-me. No Espírito Santo existe lei neste sentido no municipio de Coaltina. Pretendo seguir o exemplo.

9 – Você se comprometeria a desenvolver o Programa Sem Homofobia em nossa cidade (caso ainda não haja), como forma de ampliar a luta contra o preconceito aos LGBTs? R. O Programa foi institucionalizado na forma de coordenação. Vou dar total apoio no sentido de fortalece-lo.

10 – Você se compromete a não ser apenas expectador, mas um protagonista na busca pela Cidadania LGBT, uma vez que os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são um grupo menosprezado, atacado – inclusive fisicamente, excluído e sem direitos isonomicamente equiparados aos heterossexuais? R. Já sou um protagonista na medida que sou militante na defesa dos direitos de LGBT. Sou um dos coordenadores do Fórum Estadual LGBT. Também coordenei um projeto de formação de professores e professoras para a educação para a diversidade.

Toninho Lopes (candidato a Vereador – PSB 40123) – Vitória – ES

MG

PR

RJ

Dr. Allan Ponts (candidato a Vereador – PPS 23856)

1 – Quais são suas propostas específicas para a inclusão: da mulher, do negro, do idoso, dos portadores de necessidades especiais, das minorias sexuais, do laicismo, da liberdade religiosa e pelo fim da discriminação social? R: Inclusão de todos, pois não faço diferenças entre as pessoas, seja pela idade, sexo, cor, minorias sejam de qualquer ordem. Direito é direito.

2 – Você estaria disposto em sua plataforma a defender a diversidade familiar como perfeitamente viável, considerando a orientação LGBT e a família homo-parental (além de um pai e uma mãe, também a possibilidade de dois pais ou duas mães), considerando a decisão favorável do STF sobre a união estável homo-afetiva? R: Penso que cada um faz suas escolhas e jamais proibiria ou coibiria e se houver ocasião para assinar, assinarei favoravelmente.

3 – Após eleito, você estaria disposto a criar (se candidato a Prefeito) ou propor a criação (se candidato a Vereador) de uma Coordenadoria de Diversidade Sexual eficaz que realmente atenda às demandas LGBT em nossa cidade? R: Sim, com certeza.

4 – Você é defensor declarado do Estado Laico ou acha que a religião tem o direito de interferir nas decisões legislativas de toda a nação, considerando que ela é formada por pessoas de múltiplas crenças e mesmo de nenhuma? R: Estado laico, já!

5 – Uma vez eleito, você se compromete a defender os Direitos dos LGBTs já conquistados (em conformidade com o Artigo VII da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Artigo 3º inciso IV da Constituição da República Federativa do Brasil que tangem a igualdade, o direito e a proteção contra qualquer discriminação)? R: Sempre!!!

6 – Se eleito, você se dispõe a desenvolver projetos visando ampliar os Direitos dos LGBTs em nossa cidade, levando à votação de leis municipais pró-LGBT, dentro do possível? R: Direito é de todos. Buscaria sim um Estado mais igualitário, pois ampliar os dos LGBTs, estaria discriminando. Sou a favor da causa ou das causas LGBTS, mas também, sem protecionismo.

7 – Você concorda com a aprovação da uma lei anti-homofobia em nível nacional? R: Imediatamente!!!

8 – Você estaria disposto a se comprometer em desenvolver um projeto de lei municipal no mesmo sentido – uma lei anti-homofobia municipal? R: Imediatamente!!!

9 – Você se comprometeria a desenvolver o Programa Sem Homofobia em nossa cidade (caso ainda não haja), como forma de ampliar a luta contra o preconceito aos LGBTs? R: Sim!

10 – Você se compromete a não ser apenas expectador, mas um protagonista na busca pela Cidadania LGBT, uma vez que os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são um grupo menosprezado, atacado – inclusive fisicamente, excluído e sem direitos isonomicamente equiparados aos heterossexuais? R: Já sou!

Dr.Allan Ponts (Participante do Grupos NÃO HOMOBIA, LESBOFOBIA, NOSSOS TONS, GAY 1 (PORTAL), HÁ ANOS. PPS 23856 – Cidade do Rio de Janeiro
Facebook: Allan Ponts Ponts; Twitter: @drallanponts


RN

Leo Lobato (candidato a Vereador – PT 13024)

1 – Quais são suas propostas específicas para a inclusão: da mulher, do negro, do idoso, dos portadores de necessidades especiais, das minorias sexuais, do laicismo, da liberdade religiosa e pelo fim da discriminação social? R. Nossa candidatura tem o compromisso com a educação crítica nas escolas que pode ser conduzida a promover a autonomia dos sujeitos. Com uma pedagogia voltada a reflexão e o senso crítico os próprios sujeitos buscarão juntos e lutarão pela sua inclusão em todos os níveis sociais e econômicos. Acredito que com um trabalho nas escolas as exclusões serão diminuídas, pois as violências, discriminações e preconceitos são frutos da ignorância e da desinformação. Temos como valores a manutenção do Estado Laico no âmbito do que é público e esta candidatura é favorável as manifestações religiosas de toda ordem, seja ela cristã, de matrizes africanas, etc.

2 – Você estaria disposto em sua plataforma a defender a diversidade familiar como perfeitamente viável, considerando a orientação LGBT e a família homo-parental (além de um pai e uma mãe, também a possibilidade de dois pais ou duas mães), considerando a decisão favorável do STF sobre a união estável homo-afetiva? R. Com toda a certeza. Acredito que a formação familiar não está limitada a questão de sexo ou procriação. Temos diversos exemplos de famílias que são formadas nas mais diversas possibilidades e estas tem todo o direito de serem reconhecidas pelo Estado.

3 – Após eleito, você estaria disposto a criar (se candidato a Prefeito) ou propor a criação (se candidato a Vereador) de uma Coordenadoria de Diversidade Sexual eficaz que realmente atenda às demandas LGBT em nossa cidade? R. Este é um dos objetivo do pretendido mandato. Que proporá também a formação e capacitação de servidores públicos para lidar com a diversidade e em consonância com os Direitos Humanos.

4 – Você é defensor declarado do Estado Laico ou acha que a religião tem o direito de interferir nas decisões legislativas de toda a nação, considerando que ela é formada por pessoas de múltiplas crenças e mesmo de nenhuma? R. Acredito ser a religião algo da intimidade de cada indivíduo. Portanto não devendo tais questões de ordem do privado interferirem na atividade legislativa, pública.

5 – Uma vez eleito, você se compromete a defender os Direitos dos LGBTs já conquistados (em conformidade com o Artigo VII da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Artigo 3º inciso IV da Constituição da República Federativa do Brasil que tangem a igualdade, o direito e a proteção contra qualquer discriminação)? R. Já tenho tal postura mesmo sem ser eleito e durante anos da minha vida no movimento social LGBT e dos Direitos Humanos.

6 – Se eleito, você se dispõe a desenvolver projetos visando ampliar os Direitos dos LGBTs em nossa cidade, levando à votação de leis municipais pró-LGBT, dentro do possível? R. Essa é uma das metas de nosso pretendida mandato.

7 – Você concorda com a aprovação da uma lei anti-homofobia em nível nacional? R. Sim, por mais que somente a lei sozinha não sirva para que a homofobia seja erradicada da sociedade.

8 – Você estaria disposto a se comprometer em desenvolver um projeto de lei municipal no mesmo sentido – uma lei anti-homofobia municipal? R. Sim, bem como criar mecanismos educativos para que seja a homofobia, o racismo e a misoginia apenas palavras que constaram nos vocabulários, como uma triste lembrança.

9 – Você se comprometeria a desenvolver o Programa Sem Homofobia em nossa cidade (caso ainda não haja), como forma de ampliar a luta contra o preconceito aos LGBTs? R. Sim, sem dúvidas.

10 – Você se compromete a não ser apenas expectador, mas um protagonista na busca pela Cidadania LGBT, uma vez que os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são um grupo menosprezado, atacado – inclusive fisicamente, excluído e sem direitos isonomicamente equiparados aos heterossexuais? R. Como já disse antes, esta já é uma ação que tenho tido a muitos anos.

Leo Lobato (candidato a Vereador – PT 13024) – Natal – RN

RS

Paulinho de Odé (candidato a Vereador - PT 13777)

OBS: O candidato preferiu responder a todas as dez perguntas em vídeo, comprometendo-se com suas respostas, para posterior cobrança dos eleitores. Assistam:




http://www.youtube.com/watch?v=g-IwgxHNoqI

Paulinho de Odé (candidato a Vereador - PT 13777) - Canoas - RS
http://paulinhodeode.blogspot.com
2012ode@gmail.com

-----------------------------------------------------------


Paulinho Carvalho (candidato a Vereador – PT 13123)

1 – Quais são suas propostas específicas para a inclusão: da mulher, do negro, do idoso, dos portadores de necessidades especiais, das minorias sexuais, do laicismo, da liberdade religiosa e pelo fim da discriminação social? R. Nossa cultura ainda tem muito a avançar em relação à inclusão social, visto que ainda encontramos pessoas fazendo críticas à igualdade de direitos, onde uma grande parte não aceitam aqueles que têm como opção outros padrões e opções de vida não pré-determinados e estabelecidos no contexto social em que nos encontramos.

Desta forma como cidadão, mesmo antes de estar candidato a vereador, sempre lutei e continuarei lutando contra qualquer tipo de preconceito e discriminação, através de uma sociedade mais humana, justa e solidária.

2 – Você estaria disposto em sua plataforma a defender a diversidade familiar como perfeitamente viável, considerando a orientação LGBT e a família homo-parental (além de um pai e uma mãe, também a possibilidade de dois pais ou duas mães), considerando a decisão favorável do STF sobre a união estável homo-afetiva? R. Ao mencionar que sou contra a qualquer tipo de discriminação e a favor da Inclusão Social, sou defensor de projetos que realizamos, visando que qualifiquem e dignifiquem os cidadãos, fazendo valer e respeitando seus direitos.

Mesmo se não for eleito, sou defensor da Diversidade familiar, pois entre tantos direitos já adquiridos e conquistados, com luta, garra e determinação, ainda é preciso fortalecê-los fazendo valer a legislação do Estatuto da Diversidade Sexual, que defende a união conjugal de homosexuais, o reconhecimento das uniões homoafetivas no âmbito do direito de família, das sucessões, previdenciário e trabalhista, o direito ao casamento, à união estável, à adoção, ao uso das práticas de reprodução assistida, à proteção contra a violência doméstica, à herança, à licença-natalidade paralelo á aprovação e realidade jurídica, sou a favor sim, considerando e respeitando as decisões do STF.

3 – Após eleito, você estaria disposto a criar (se candidato a Prefeito) ou propor a criação (se candidato a Vereador) de uma Coordenadoria de Diversidade Sexual eficaz que realmente atenda às demandas LGBT em nossa cidade? R. É de suma importância um espaço que vise e que possa garantir efetivamente a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) vítimas da homofobia, lesbofobia e transfobia. Em Canoas, precisamos de um espaço que ofereça acompanhamento jurídico, psicológico e de serviço social, além de articular e fortalecer uma rede de proteção.

4 – Você é defensor declarado do Estado Laico ou acha que a religião tem o direito de interferir nas decisões legislativas de toda a nação, considerando que ela é formada por pessoas de múltiplas crenças e mesmo de nenhuma? R. Acredito nas sociedades democráticas onde o livre exercício da liberdade religiosa é um princípio fundamental, e o Estado deve, necessariamente, assegurar sua proteção. Ocorre que a liberdade religiosa não se refere só à liberdade de consciência privada. Refere-se, igualmente, ao direito a cada um, e de toda a comunidade, de exprimir publicamente suas crenças e de praticar seu culto.

Um Estado democrático deve, aliás, zelar, por uma sociedade pluralista, para que todas as
comunidades tenham, nessa questão, direitos iguais. Para isto é necessário que a livre expressão das crenças e das práticas religiosas não transgrida em nenhum momento a ordem pública.

5 – Uma vez eleito, você se compromete a defender os Direitos dos LGBTs já conquistados (em conformidade com o Artigo VII da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Artigo 3º inciso IV da Constituição da República Federativa do Brasil que tangem a igualdade, o direito e a proteção contra qualquer discriminação)? R. Sim, mesmo não me elegendo, concordo com o Artigo VII, onde fica claro que todos somos iguais perante a lei e temos nossos direitos, sem qualquer distinção, ou seja temos direitos iguais de proteção referente contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração.

6 – Se eleito, você se dispõe a desenvolver projetos visando ampliar os Direitos dos LGBTs em nossa cidade, levando à votação de leis municipais pró-LGBT, dentro do possível? R. Mesmo se não me eleger, tenho o interesse de abrir espaços para estudos, debates e projetos que viabilizem o fortalecimento legal contra crimes de homofobias, levando à votação de leis, pró LGBT, dentro das possibilidades e argumentações com embasamento jurídico.

7 – Você concorda com a aprovação da uma lei anti-homofobia em nível nacional? R. Sim, concordo com uma legislação que criminalize todo e qualquer tipo de ações de preconceito e discriminação homofóbica.

8 – Você estaria disposto a se comprometer em desenvolver um projeto de lei municipal no mesmo sentido – uma lei anti-homofobia municipal? R. Como membro representante da nossa sociedade e excercendo meu papel, que visa, uma vereança de luta e respeito aos direitos humanos, e reconhecendo a importância do meu comprometimento, enquanto cidadão, é de extrema necessidade a proposta jurídica referente à tipificação do crime de homofobia, pois, ninguém pode ser discriminado ou ter direitos negados por sua identidade de gênero ou orientação sexual. Quem o fizer, cometerá crime de homofobia, incluindo as condutas discriminatórias nas relações de trabalho ou de consumo.

O tema é polêmico, porém, requer ser tratado com respeito, deixando de ser ignorado, pois o índice de criminalidade homofóbica mostra esta realidade.

É necessário buscarmos estratégias e propostas junto à Câmara de Vereadores que possibilitem
aprofundar e debater o assunto, pois este deve deixar de ser polêmico e passar a ser visto como um direito de opção sexual sem qualquer tipo de discriminação ou violência, seja esta física ou verbalizada.

9 – Você se comprometeria a desenvolver o Programa Sem Homofobia em nossa cidade (caso ainda não haja), como forma de ampliar a luta contra o preconceito aos LGBTs? R. Sim, um projeto que seja aprovado em Edital e que consista em oportunizar espaço com profissionais em temáticas dos Direitos Humanos, em especial atenção ao respeito à diversidade sexual, através de instrumentos diversos, como palestras, exposição de fotos, debates, estudos referentes à legislação, uma divulgação nas redes sociais de forma instrutiva e esclarecedora , ou seja a busca de uma sociedade humana que respeite a orientação e diversidade sexual.

10 – Você se compromete a não ser apenas expectador, mas um protagonista na busca pela Cidadania LGBT, uma vez que os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são um grupo menosprezado, atacado – inclusive fisicamente, excluído e sem direitos isonomicamente equiparados aos heterossexuais? R. Sou comprometido com os meus direitos de cidadão, não me considero um mero expectador, pois através dos diversos projetos sociais desenvolvidos no grupo Paulinho Carvalho, já defendemos a bandeira, de igualdade, dignidade e respeito à diversidade sexual.

Paulinho Carvalho (candidato a Vereador – PT 13123) – Canoas – RS


SC

SP



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Resultado da Enquete para a Comunidade LGBT: “Você é feliz?”

Por Espiritualidade Inclusiva



Durante o mês de Junho lançamos a primeira enquete do Movimento Espiritualidade Inclusiva. O tema foi a felicidade dos LGBT brasileiros, seja no geral, seja em vários âmbitos da vida (família, sociedade, trabalho, etc). A ideia foi de um dos leitores e apoiadores do Movimento Espiritualidade Inclusiva.

A enquete ficou no ar de 28 de maio até 29 de junho. O resultado da mesma e alguns comentários pertinentes apresentamos logo abaixo.

As perguntas e os resultados

1 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz? Sim: 89,47%  Não: 10,53%

2 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e sua família? Sim: 73,68%   Não: 26,32%

3 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e a sociedade em que vive? Sim: 38,09%   Não: 61,91%

4 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e o país em que vive? Sim: 33,33%   Não: 66,67%

5 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e seu trabalho (se não tiver trabalho atualmente, considere os que já teve ou o que pensa disso no âmbito geral)? Sim: 68,42%   Não: 31,5%

6 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é seu casamento com alguém do mesmo sexo (independente do status de sua relação atual e de ter ou não uma relação afetiva)? Sim: 61,11%   Não: 38,89%

A Felicidade no âmbito geral

Numa primeira olhada, constatamos que a maioria esmagadora dos LGBT se considera feliz no âmbito geral, embora isso mude em duas categorias da enquete.

Entre os motivos mais interessantes justificados para esta felicidade geral, estão:

“Desde cedo, eu escolhi lutar, defender os meus direitos e a busca de um mundo melhor. Isso me faz feliz.” [R.R.A.]

“Me assumi aos 25 anos e, desde então, sei quem sou e não permito que me anulem. Por isso, aconteça o que acontecer, sou feliz.” [P.N.]

“Sou Feliz! Motivo: A vida que cultivo me agrada, tenho coragem de ser quem sou, me importo com os acontecimentos, com o próximo, estou atenta às emoções que produzo em mim e nos que estão ligados na minha vibração!!! A Orientação sexual que cultivo é muito boa, estando lésbica nesta vida me sinto BEM, (…). Gosto de ser Lésbica!” [C.B.R.]

“(...) sou um homem em perfeito equilíbrio comigo mesmo. Sou resolvido nessas questões, psicologicamente, sexualmente e afetivamente.” [J.S.]

“Não ter o peso de viver negando o próprio desejo e afeto me dá liberdade para me realizar em outras áreas.” [I.C.]

“Sou uma pessoa, que com o tempo e muito refletir, percebi que minha condição não me inferiorizava. E, que poderia ter uma vida normal como todos. Isso tudo ajudou a desenvolver relações afetivas mais fortes em minha vida.” [V.A.M.]

“Vivo minha sexualidade naturalmente sem precisar fingir ou me esconder de ninguém.” [V.M.]


Ao que parece, o (poder) (ter coragem de) ASSUMIR-SE plenamente está muito relacionado a esta felicidade geral. Os casos em que a resposta à felicidade geral foi “não” têm muito a ver com o fato das pessoas não se assumirem diante da família, dos amigos e no trabalho. O preconceito que as pessoas manifestam nesses meios é o fator maior. Um exemplo:

“Sofro constantes preconceitos das pessoas. Eu seria feliz se não houvesse preconceito.” [M.B.B.]


A felicidade em família

Impressiona o fato de que a maioria se sinta feliz quanto a sua família. Alguns dos motivos:

“Meus pais me acolheram da melhor forma possível, na verdade, meu relacionamento com eles melhorou.” [F.V.]

“Feliz a partir da consciência, do crescimento espiritual. Eu e minha família carnal agora estamos em equilíbrio e respeito. Sou um ser de luz que acabou por contaminar a família. Minha irmã, a mais difícil, hoje publica links solicitando respeito aos Gays!!! Como consegui? Com amor e exemplo de respeito!” [C.B.R.]

“Meus pais, mesmo sendo religiosos (Adventistas), com o tempo foram percebendo que minha sexualidade não me afastava dos valores que me ensinavam.” [I.C.]

“Hoje, sim. Mas foi o resultado de uma luta de uma vida inteira. Hoje me compreendem bem mais, excluindo a parte evangélica fundamentalista, que continua me odiando.” [R.R.A.]

“Ao construir uma relação de lealdade e respeito à felicidade mútua, pais, irmãos e toda a família respeita minha visão de que a nova família que constituí somos eu, meu companheiro e nossos animais de estimação, gato e cachorro. Sendo assim, criamos a oportunidade de expandir a visão de uma família do interior. Sou absolutamente feliz pela minha família - meu companheiro, eu e meus animais de estimação - ou simplesmente nós dois. Somos uma família, e de duas pessoas que se amam e caminham sempre rumo a felicidade mútua. Sou feliz.” [M.A.M.]

Fica claro que a felicidade em família tem a ver com dois fatores: a aceitação e acolhimento do LGBT por parte dos familiares; o resultado de um trabalho árduo de busca por aceitação, especialmente nos casos de famílias de origem evangélica.

As respostas negativas à felicidade em família giram em torno da necessidade de esconder a vida privada para evitar preconceitos. Exemplos:

“Minha família não faz parte da minha vida. Para ser um pouco feliz, ter paz e ser respeitado tive que seguir meu caminho somente ao lado do meu companheiro. Não culpo meus pais por isso, mas sim a falta de cultura de uma sociedade preconceituosa e a falta de diálogo entre as famílias.” [J.V.S.]

“Eles são homofóbicos e não sabem de mim.” [T.S.]

“Sou forçado a esconder muitas coisas da minha família.” [M.P.B.B.]

“Apesar de ser feliz comigo mesmo, a minha família ainda é um quesito frágil. Eles não entendem e não apoiam. Típica família tradicional, provinciana e católica de base.” [J.S.]

A felicidade na convivência com a sociedade

Nesta âmbito a maior parte das respostas foi negativa. As reclamações têm a ver com a visão machista-misógina que permeia a sociedade em geral, o preconceito, os crimes sem pena adequada, o risco ao se manifestar afeto em público e a alcunha de “doentes” e “pervertidos” para os gays reforçada por setores fundamentalistas da sociedade.

Alguns exemplos de justificativa para o “não”:

“Na sociedade em que vivemos somos muitas vezes postos de lado, porque ela é tomada de preconceito, cheia de dedos, hipócrita e traiçoeira. Quando somos gays, negros e pobres sofremos ainda mais. Estamos longe ainda de ser como quer a Constituição (“somos todos iguais perante a lei”). Basta ver o número de gays que são assassinados por ano no Brasil feudal e arcaico em relação a orientação sexual.” [J.V.]

“Acho que o machismo ainda é grave, bem como a misoginia e a homofobia. Ceifa vidas, destrói a subjetividade das pessoas, cria graves traumas e neuroses desnecessárias, provoca desentendimentos. Junta-se a isso o conservadorismo e as religiões homofóbicas e o quadro da infelicidade e da dor está traçado.” [R.R.A.]

“A sociedade brasileira ainda é muito manipulada pelas religiões restritivas.” [T.Q.]

“Não sou feliz vendo meus irmãos sendo injustiçados, crimes sem punição, discriminação, preconceitos, desigualdade.” [R.V.]

“Não, a sociedade ainda bitolada pela ignorância não percebe que a busca pelos direitos de cada LGBT é uma busca de direitos e melhorias sociais para todos. Quando falamos em adequar o SUS para a comunidade LGBT é para melhorar o SUS - melhoria é para todos. Esta total falta de conhecimento ainda aborrece-me. Então, pessoalmente e individualmente sou muito feliz, pois posso fazer a minha parte em todos os ambientes pelos quais passo, mas não posso dizer isso - infelizmente - olhando a sociedade em que vivo, totalmente alienada da realidade do respeito ao humano.” [M.A.M.]

As respostas positivas quanto à sociedade tiveram mais a ver com os casos em que a pessoa LGBT conseguiu se impôr diante do preconceito com coragem, a despeito dos riscos sempre existentes.

Dois exemplos:

“Eu conquistei o respeito das pessoas desde sempre por minha postura não-vitimista, sempre buscando ver todos sem preconceito e evitando compartimentar as pessoas em guetos.” [C.S.N.]

“Uma parcela da sociedade ainda quer conhecer o que é o cidadão LGBT e muitos aceitam a quebra de paradigmas retrógrados.” [F.V.]

A felicidade no país em que se vive

Este foi o âmbito com o maior percentual de negativas (66%), e demonstra o descontentamento da comunidade LGBT com a forma como os seus direitos têm sido encarados pelos políticos e pelo judiciário brasileiro. O crescente número de assassinatos de gays, frequentemente minimizados pelas autoridades, políticos corruptos e fundamentalistas como tendo outras causam que não a homofobia, é o fator que mais parece gerar indignação entre os que responderam à enquete.

Algumas justificativas para o “não”:

“O Brasil é um país que ainda precisa evoluir muito na ideia de direitos humanos e grupos sociais, principalmente quanto aos LGBTs, que ainda sofrem discriminação de diversas e formas e têm seus direitos negados.” [F.V.]

“Enquanto o Brasil for o campeão mundial, comprovadamente, em assassinatos de LGBTs, impossível ser feliz.” [R.R.A.]

“O Brasil precisa evoluir bastante ainda. O governo é deficiente quanto a isso, quanto a educação, quanto a proteção, quanto a igualdade, quanto a conscientização.” [J.S.]

“Temos algumas conquistas, mas muitas ainda para ser alcançadas. Como principal, citaria a erradicação dos assassinatos dos LGBT e a legalização do casamento. Temos políticos que lutam por nós e dizem que nos defendem, mas precisamos nós mesmos ser mais unidos e não nos conformar com o pseudônimo de classe das minorias ou dos grupos de risco. A luta tem que ser diária.” [J.P.S.]

“O Brasil tem muito que crescer, primeiro começando por nós mesmos, deixando nosso preconceito de lado, nossos orgulhos, e defender nossos direitos, não escandalizar o povo. O Brasil é um país de grande conflito religioso, social, e bater de frente com esses dois ícones é só aumentar ainda mais o preconceito. A coisa é sentar e conversar sem pressão, cada coisa no seu devido momento.” [L.I.]

“Nossa política ainda acredita que respeitar a opinião pública é democracia. Eu chamo isso de BURRICE. A política de um país é o que faz suas leis, é o que norteia-o, educa-o, e absolutamente no Brasil a política serve unicamente para fins de re-eleição e não para fazer com que uma nação realmente íntegra seja criada.” [M.A.M.]

As poucas respostas positivas a esta questão têm a ver com uma sensação de que em outros países o preconceito é bem pior, com leis que criminalizam a homossexualidade.

Dois exemplos:

“Se fico triste por algum constrangimento aqui, imagino como deve ser em países onde é crime ser gay, e fico imediatamente feliz. Aqui é "menos pior".” [M.B.B.]

“Se eu vivesse num país muçulmano, a coisa seria bem pior do ponto de vista legal, embora o Brasil seja mais homofóbico que o Irã se considerarmos o número de assassinatos de LGBTs. Mas, a luta está avançando e podemos abrir a boca e falar o que pensamos e o que queremos.” [P.C.S.]

A felicidade no trabalho

A maioria dos que responderam à enquete se considera feliz no trabalho por vários motivos: já estar aposentado, ser autônomo e poder se impôr, ser estritamente profissional (a competência como forma de abafar o preconceito).

Exemplos:

“Raramente sofro preconceito em meu trabalho. Sou autônomo e me imponho sempre.” [P.N.]

“No trabalho sempre fui respeitada, sempre fui PROFISSIONAL, e tive força para me colocar. É preciso coragem, e sabe, talento natural. Nós gays somos muito talentosos, conosco a coisa é séria! Então, é preciso muita auto-confiança. O preconceito... hehehe... é quebrado no jogo da INTELIGÊNCIA GAY!” [C.B.]

“Em meu trabalho hoje me sinto feliz, sou relativamente bem remunerado, tenho cargo de confiança e sou respeitado como homossexual. Isso foi conquistado com muito esforço. No início foi difícil, ouvia muitas piadas, comentários maldosos, mas soube me impôr e conquistar todos com meu trabalho, comprometimento com o emprego e respeito acima de tudo. Não deixo e nunca deixarei que minha vida pessoal interfira no meu trabalho.” [J.S.]

As poucas respostas negativas revelam um pouco do que ainda falta neste quesito:

“Falta mais comprometimento por parte dos gays em buscar seus direitos e denunciar questões de abuso e preconceito.” [I.C.]

“Parcialmente não. Meus companheiros de trabalhos são todos "compreensivos". O que se torna chato e provoca um "mal estar" são as piadinhas sem graça ou comentários preconceituosos.” [L.I.]

“Apesar de eu conseguir muitos empregos, é por pura luta e sofrimento. Pois, já perdi muitas oportunidades e serviços pelo simples fato de eu ser gay.” [M.P.B.B.]

A felicidade no casamento/união LGBT

Esta pergunta foi a que obteve maior equiparação entre “sim” e “não” entre as seis perguntas da enquete. O motivo é meio óbvio: no quesito “relacionamento” há vários fatores subjetivos que independem do preconceito, tendo também a ver com expectativas, objetivos de vida e capacidade de convivência a dois. Mesmo assim, a maioria se considerou feliz neste âmbito.

Exemplos:

“Apesar de não ter ainda podido converter minha declaração de união estável em casamento civil, sou feliz, sim, pois sei que a conquista disso é questão de pouco tempo agora.” [C.S.]

“Sou feliz, com carinho e cumplicidade diante de todos e de tudo. No passado foi desafiante, agora é bom, pacifico e sentimental demais! Amo ter minha parceira junto, amo estar casada com ELA! Nós nos transbordamos em nós! Nada de completar, sim transbordar! Então, sou grata pela oportunidade de me expressar!!!” [C.R.]

“A parte mais feliz da minha vida é o meu casamento. A vida que escolhi, sonhei e desejei tanto ao lado do meu companheiro, que é minha família. Meu casamento é o que me sustenta, que me dá coragem, determinação e vontade de lutar para que todos tenhamos de fato direitos, respeito, dignidade, liberdade de expressão e sexual, respeitados e assegurados em nosso país, que se diz laico, democrático e igualitário. Espero, ansioso, que logo seja aprovado o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo assegurando assim a igualdade perante a constituição, e que a sociedade deixe de ser machista, homofóbica e arcaica. A luta não é só dos LGBT, mas sim de um país que quer ser de primeiro mundo, com uma economia sustentável sem corrupção e que as pessoas tenham seus direitos mínimos assegurados.” [J.P.S.]

“Estou casado há 8 anos e nós nos amamos, respeitando nossas diferenças e sempre com equilíbrio.” [L.G.A.]

“Não sei se é necessário justificar, mas no momento em que você AMA, e este sentimento é simplesmente MÚTUO e verdadeiro, caminha-se junto rumo à felicidade. Sou feliz por amar, ser amado e ambos fazermos nossa parte na criação de ambientes de respeito a nossos direitos enquanto pessoas que querem ser cidadãos plenos, e seres humanos.” [M.A.M.]

Os que responderam “não” a esta pergunta pautaram a não-equiparação dos direitos gays aos direitos heterossexuais:

“O Casamento Civil entre pessoas do mesmo sexo ainda não é Lei, apesar de caminhar para. Faz parte dos 112 Direitos que nos são boicotados perante a Constituição, em comparação aos heterossexuais.” [R.R.A.]

“As políticas públicas para casais LGBT continuam muito aquém em comparação às políticas públicas para casais heterossexuais.” [T.Q.]

“Estamos ficando atrás de países vizinhos por pura má-vontade política e influência de grupos religiosos.” [I.C.]

“Nunca encontrei uma pessoa que quisesse enfrentar todo o contexto ruim em que vivemos para nos "casarmos", se é que se pode chamar assim, visto que a sociedade nos chama de "juntados", ou menos ainda, como "morando junto".” [M.B.B.]

“Apesar da união estável entre pessoas do mesmo sexo já ser reconhecida em grande parte do país, não temos os mesmos direitos naturais de um casal hétero. Para isso, tem que se recorrer à justiça.” [V.M.]

Conclusão


Em geral, o LGBT brasileiro se considera feliz, mas a enquete deixou claro que os gays mais felizes são os que já saíram do armário, se impuseram em suas famílias, trabalho e círculo de amigos, que têm consciência política e algum tipo de ativismo pró-cidadania plena e que pautam seu trabalho pela perfeição e profissionalismo. Os demais, em sua maioria, ainda padecem de muito sofrimento interior, que se soma ao sofrimento causado pelo preconceito e homofobia externos.

A enquete deixa alguns recados importantes: as famílias devem ser mais acolhedoras com o LGBT ao invés de excluí-lo de seu seio; as famílias com tendência religiosa tradicional devem se esforçar em dobro para incluir o LBT; a sociedade precisa repensar sua tendência cruel a preconceitos abertos e velados contra os LGBT; o mercado de trabalho precisa, reconhecendo a competência natural dos gays em nada menor que a dos heterossexuais, implantar medidas anti-homofóbicas em seus ambientes; as forças políticas e o judiciário brasileiro precisam dar uma resposta rápida para incluir o LGBT no seio social com uma cidadania plena, possibilidade de casamento civil, proteção, segurança, educação e saúde.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

[Participe] Enquete para a Comunidade LGBT: “Você é feliz?”

Por Espiritualidade Inclusiva


Um de nossos leitores e apoiadores do blogue e do Movimento Espiritualidade Inclusiva nos fez uma sugestão muito boa que resolvemos implantar imediatamente: realizar uma enquete entre os LGBT brasileiros sobre o quanto se consideram pessoas felizes, seja no âmbito geral, seja em setores da vida como família, sociedade, país, trabalho e casamento.

A proposta é ficar com a enquete no ar do dia de hoje, 28 de maio, até o dia 29 de junho. O resultado da mesma será apresentado no blogue do Movimento Espiritualidade Inclusiva no dia 02 de julho.


As perguntas

1 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz? ( ) sim ( ) não – justifique:

2 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e sua família? ( ) sim ( ) não – justifique:


3 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e a sociedade em que vive? ( ) sim ( ) não – justifique:


4 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e o país em que vive? ( ) sim ( ) não – justifique:


5 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é você e seu trabalho (se não tiver trabalho atualmente, considere os que já teve ou o que pensa disso no âmbito geral)? ( ) sim ( ) não – justifique:


6 – Você, sendo parte da comunidade LGBT, se considera uma pessoa feliz quando o assunto é seu casamento com alguém do mesmo sexo (independente do status de sua relação atual e de ter ou não uma relação afetiva)? ( ) sim ( ) não – justifique:


Quem pode responder

Todas as pessoas que fazem parte do que chamamos de Comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, etc.), independente de serem assumidas, parcialmente assumidas ou não-assumidas.


Como enviar as respostas

Qualquer LGBT pode responder às seis perguntas da enquete, desde que não seja “anônimo”. Os nomes dos participantes da enquete não serão revelados em nenhum momento, mas também não aceitaremos respostas anônimas para evitar que pessoas mal-intencionadas burlem a pesquisa ou a usem em favor de grupos anti-LGBT. Para isso, junto com as respostas o participante deve enviar seu nome e email. Serão descartadas respostas incompletas (sem respostas às seis perguntas) e respostas contraditórias que evidenciem burla ou tentativa de prejudicar a pesquisa.

As respostas podem ser enviadas pelos seguintes canais:

1 – Por email diretamente a espiritualidadeinclusiva@gmail.com

2 – Pela rede social Facebook através de mensagem no perfil do Movimento Espiritualidade Inclusiva: http://www.facebook.com/movimentoespiritualidadeinclusiva

3 – No mural do perfil do Espiritualidade Inclusiva no Facebook (o participante que optar por este meio não se importa que seu nome apareça publicamente para os amigos do perfil): http://www.facebook.com/movimentoespiritualidadeinclusiva

4 – Nos comentários da postagem sobre a enquete no blogue http://espiritualidadeinclusiva.blogspot.com (neste caso o participante também não se importa que seu nome apareça publicamente para os leitores do blogue, já que não aceitaremos respostas de usuários “anônimos”)


Então, pessoal, vamos repassar esta enquete a todos os nossos amigos, conhecidos e contatos de email ou em redes sociais que sejam LGBT. Qual a consequência disso? Simples: ao final da enquete vamos conhecer melhor o que pensam, o que sentem e o que desejam as pessoas da comunidade LGBT brasileira, o que vai nortear melhor as ações do Movimento LGBT como um todo, e do Movimento Espiritualidade Inclusiva em especial.


Dúvidas podem ser remetidas a nosso email espiritualidadeinclusiva@gmail.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

É fato: o entrave é o fundamentalismo evangélico!

Por Paulo Stekel

Esta semana dois fatos chamaram a atenção da comunidade LGBT e, por força do que representam, não tivemos como não escrever este artigo.

A primeira notícia foi o suposto veto a uma das peças institucionais em vídeo de prevenção a DST/AIDS elaborada pelo Programa de AIDS, do Ministério da Saúde, para ser exibida durante a campanha do Carnaval. Ainda que isso não tenha aparecido publicamente, muitos ativistas LGBT desconfiaram da “mão fundamentalista evangélica” neste sumiço do vídeo que apresenta dois homens gays em um flerte prestes a culminar em ato sexual sem camisinha, finalizando com um “quase-beijo” diante de uma “fada madrinha da camisinha” que resolve a situação de risco.

Segundo o Ministério da Saúde, não era para o filme ser divulgado na internet, e será exibido apenas em espaços fechados frequentados por homossexuais. Ou seja, ele não teria sido vetado. Exatamente por ter ido parar na internet podemos imaginar a “patrulha da moral religiosa” fazendo pressão para a retirada do mesmo. Fica evidente a tentativa do fundamentalismo evangélico no Brasil de condicionar a guetos tudo o que se refere à Comunidade LGBT, à prevenção de DST/AIDS e à Cultura Gay em geral. Parece que querem “limpar” a sociedade heteronormatizada de qualquer percepção de nossa existência, de nossos direitos e nossas necessidades.

No site do Ministério da Saúde está escrito que a “Campanha busca sensibilizar público para reduzir vulnerabilidade”. Mas, ao que parece, a bancada evangélica mais radical não só não se sensibilizou quanto à necessidade de prevenção, como pode ter forçado uma “limpeza clínica” na campanha original. O mais preocupante é que a campanha, sendo voltada principalmente a jovens gays de 15 a 24 anos durante o Carnaval, e sendo esfacelada deste modo, deixa nossos jovens a mercê da contaminação e de vários riscos sociais, já que de 1998 a 2010, o percentual de casos na população homossexual de 15 a 24 anos aumentou em 10,1%, conforme último boletim divulgado.

A forma como a campanha foi elaborada é bastante inclusiva, pois há um cartaz com dois heterossexuais, outro com dois homossexuais e um com uma travesti (veja abaixo). Então, o ataque por todos os flancos já era esperado.



A segunda notícia tem a ver com as recentes declarações do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, sobre a necessidade de se travar uma espécie de “disputa ideológica” com os evangélicos. A bancada evangélica ameaçou obstruir pautas até que Gilberto Carvalho se retratasse.

Durante um debate no Fórum Social Temático (FST), ocorrido em Porto Alegre (RS), entre 25 e 29 de janeiro, Gilberto Carvalho teria dito que é preciso montar uma rede para enfrentar de modo ideológico os evangélicos. Para ele, tal segmento religioso possui uma visão de mundo controlada por pastores de televisão. “É preciso fazer uma disputa ideológica com os líderes evangélicos pelos setores emergentes”, disse.

No debate, ao ser questionado sobre o motivo de o governo ser conservador em certos temas como aborto e casamento gay, Carvalho respondeu que o entrave para avançar na discussão eram os evangélicos.

Talvez a afirmação do ministro tenha sido infeliz apenas por ter faltado uma palavra: “o entrave para avançar na discussão são os FUNDAMENTALISTAS evangélicos”. Quando se diz deste modo, se faz uma clara separação entre os evangélicos comuns e os setores mais radicais entre eles, que buscam demonizar gays, impedir acesso a direitos fundamentais e negar-lhes acesso a maior segurança contra ações violentas de homofobia.

Temos toda a clareza necessária para afirmar que não são todos os evangélicos que demonizam gays, ou que são contrários a união civil entre pessoas do mesmo sexo, ou que acham que gays não sofrem tanto preconceito assim para postularem lei especial anti-homofobia (PLC 122). Mas, os que se opõem à agenda LGBT são vociferantes líderes insanos que berram aos quatro cantos em seus programas de TV, colocando a população evangélica em geral contra outros cidadãos que sofrem preconceito em várias frentes (família, escola, trabalho, meio social), sem ter a quem recorrer para sua defesa plena. É, portanto, uma covardia sem limites, um ato impensável quando vindo de cristãos que se consideram “à parte do mundo”, mas tão preocupados em como o mundo do qual se apartaram vive.

Os líderes evangélicos mais radicais, e são estes os barulhentos de plantão, precisam parar de se autodeclarar fiscais daquilo que os que não são evangélicos podem ou não podem fazer. E, como o Estado é laico, isso nem deveria fazer parte de discussões parlamentares.

Estes líderes radicais possuem três frentes de combate muito claras atualmente.

A primeira frente é contra as outras religiões. Demonizam os cultos de matriz africana (Umbanda, Candomblé, etc.), o Espiritismo e as religiões orientais, mais recentes no Brasil. Dizem que os deuses do africanismo são demônios, que os “pais-de-santo” são “pais-de-encosto”, que o Espiritismo deixa baixar diabos no corpo e que as religiões como o Budismo são importação de demônios estrangeiros à nossa terra. Ou seja, não há qualquer abertura para diálogo inter-religioso com esses radicais! Extrapolam a noção de “o estranho é o outro” e a reescrevem “o demônio é o outro”...

A segunda frente é contra os ateus, aqueles que decidem não praticar qualquer religião e que não acreditam em Deus e nos dogmas e rituais religiosos. Num Estado Laico isso é perfeitamente aceitável. Cada cidadão tem o direito de professar a crença que quiser, ou nenhuma. É o caso dos ateus. Mas, geralmente, vemos evangélicos (e católicos) fundamentalistas dizendo que quem não tem “Deus no coração” é vil, perverso e suscetível ao crime. Então, como ficam os budistas, que não têm “Deus no coração” porque o Budismo não tem a noção de um Deus Criador? E, os ateus? Os ateus humanistas, por exemplo, aceitam uma ética que se assemelha muito à ética professada por praticamente todas as grandes religiões. Alguns conhecem ética e religiões muito mais do que os próprios religiosos.

A terceira frente é contra a comunidade LGBT. Considerando o homossexual como um pecador que age conscientemente em sua orientação sexual, os fundamentalistas evangélicos propõem até “curas gays” pelo Espírito Santo que, conforme “ex-curados”, são uma lavagem cerebral e uma flagelação tão cruel como as torturas medievais ou as experiências nazistas de lobotomia em gays nos campos de concentração. Como bem diz Luiz Mott, há um “homocausto” ocorrendo no Brasil (e em várias partes do mundo) neste momento e, declaramos mais uma vez, os fundamentalistas evangélicos com seu radicalismo nada solidário nem amoroso, estão contribuindo indiretamente para que venha a aumentar.

Ao demonizar as outras religiões, os fundamentalistas evangélicos ressuscitam o proselitismo violento do antigo Judaísmo dentro da Palestina antiga e do Islamismo mais radical. Ao atacar os ateus, desejam reforçar seus dogmas como sendo a Verdade Única. Ao negar direitos aos LGBT, se arvoram de arautos de um moralismo e de costumes que sequer praticam (pesquisem o nível de corrupção entre os membros da bancada evangélica e a história pregressa de muitos destes líderes radicais).

Então, permitir em um Estado Laico que a retórica do Cristianismo mais radical seja argumento para decisões políticas e estabelecimento de políticas públicas que atingem minorias em situação de risco, é uma temeridade. Combata-se o fundamentalismo evangélico, católico ou o que o valha, e estaremos retirando o entrave que impede a cidadania plena da comunidade LGBT. Precisamos urgentemente de uma Declaração de Reafirmação do Estado Laico, antes que seja tarde demais...



Notícias relacionadas: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/bancada-evangelica-quer-explicacoes-de-gilberto-carvalho/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+congresso+%28Congresso+em+Foco%29 (“Evangélicos se rebelam e querem retratação de Gilberto Carvalho”); http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2012/02/09/gilberto-carvalho-se-desculpa-com-magno-malta (“Gilberto Carvalho se desculpa com Magno Malta”); http://www.youtube.com/watch?v=I_sjiFHwi1w&feature=youtu.be (“Ministério da Saúde Campanha carnaval 2012”); http://oglobo.globo.com/pais/ministerio-veta-video-de-homens-gays-na-campanha-do-carnaval-3916357#ixzz1lqDH93dq (“Ministério veta vídeo de homens gays na campanha do Carnaval”); http://www.aids.gov.br/noticia/2012/saude_mobiliza_jovens_gays_na_prevencao_aids (“Saúde mobiliza jovens gays na prevenção à aids” [Site do Ministério da Saúde]).

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

[Evento] Palestra sobre Espiritualidade Inclusiva no Fórum Social Temático – Porto Alegre – RS

Por Paulo Stekel

Imperdível! No próximo dia 25 de janeiro, às 13h, no Auditório da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre – RS, o professor, jornalista e músico Paulo Stekel fará a primeira palestra pública do Movimento Espiritualidade Inclusiva, como parte das atividades autogestionárias do Fórum Social Temático (FST), que se realizará entre 24 e 29 de Janeiro em quatro cidades da região metropolitana - Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo - (confira a programação completa do fórum em http://www.fstematico2012.org.br).

Com o tema "Espiritualidade Inclusiva - a aceitação da comunidade LGBT pelas religiões no Brasil", a palestra discorrerá sobre a visão inclusiva da espiritualidade - aquela que considera os direitos religiosos da comunidade gay (LGBT) - como um fator de inclusão e justiça social dos LGBT na sociedade brasileira, buscando inserir os gays e todos aqueles que expressam a diversidade de orientação sexual numa religiosidade sem o preconceito fundamentalista que se tem observado em nosso país. A palestra será interativa, contando com relatos de experiências contadas no blogue Espiritualidade Inclusiva – http://espiritualidadeinclusiva.blogspot.com, que congrega textos de várias tradições espirituais e sua visão sobre a natureza homossexual, e também relatos do público presente sobre suas experiências religiosas.

A palestra tem como público-alvo a comunidade em geral, os movimentos religiosos e o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), e marcará o nascimento efetivo do Movimento Espiritualidade Inclusiva, que acaba de obter o apoio e a parceria da Coordenadoria de Políticas de Diversidade, ligada diretamente ao Gabinete da Prefeitura de Canoas – RS e coordenada por Paulo Rogério Ambieda (Paulinho de Odé).

Contamos, então, com a presença em massa dos amigos da comunidade LGBT da região metropolitana e de todos aqueles que virão de outras partes do Brasil para participar do Fórum Social Temático. Ajudem a divulgar este evento, pois é muito importante para a Inclusão e a Diversidade.

Após a realização da palestra, entre os dias 25 e 29, Paulo Stekel estará engajado nas atividades do Fórum Social Temático em Canoas, junto ao espaço da Coordenadoria de Políticas de Diversidade (ver: http://www.canoas.rs.gov.br/site/departamento/index/id/44). Entre as atividades previstas para Canoas, está uma palestra de Stekel no Galpão da Diversidade, que vai estar situado no Parque Esportivo Eduardo Gomes. No local também haverá exposição fotográfica e oficinas. Confira detalhes no website da Prefeitura de Canoas: http://www.canoas.rs.gov.br/site/noticia/visualizar/id/4212

Atualização: A Palestra de Paulo Stekel sobre "Espiritualidade Inclusiva" no Fórum Social Temático no dia 25/jan, 13h, na sala 03 (auditório) da Usina do Gasômetro, já está na lista das atividades no site do Fórum. Agende-se! http://www.fstematico2012.org.br/index2.php?link=16
________________________________

Palestra: "Espiritualidade Inclusiva - a aceitação da comunidade LGBT pelas religiões no Brasil"
Ministrante: Paulo Stekel
(professor, escritor, jornalista e músico, praticante budista, administrador do blogue Espiritualidade Inclusiva e idealizador do movimento de mesmo nome)
Data: 25 de janeiro (quarta-feira), 13h
Local: Auditório da Usina do Gasômetro (Porto Alegre – RS)